Raimundo Fagner e Zeca Baleiro
vejo a luz do Mucuripe,
belo inútil videoclipe,
blues amargo de razão.
nenhum barco me acena
e minhalma quase plena
ri do caos, da confusão
do trânsito engarrafado,
do grito desesperado
calado, da multidão.
cai a tarde como um pano,
sonora como um piano,
sobre a minha solidão.
o céu me fez astronauta
pra que eu ache o que me falta
nesta galáxia fria.
nem a dor nem o desejo,
ao lábio só cabe o beijo,
que é da noite sem o dia.
quisera cantar tal fado
ébrio, febril, assombrado,
a raiva da calmaria,
mas as palavras se foram
como rojões que estouram.
depois do brilho, a agonia.
o amor é um embaraço,
música de um só compasso,
compositor, coração.
no meu rosto toca o vento,
nada mais, só o momento
infinito, breve, vão.
para quê querer futuro,
se só escombros de um muro
sobraram da construção?
a estátua de Iracema
tem o sol como cinema
e eu não tenho ilusão.
o mar vai, o mar vem...
de quem será o mar?
o mar vai, o mar vem...
ninguém pode ter o mar.
Este blog mudou...
AVISO: Este blog foi incorporado ao blog Farinha de Tapioca e será descontinuado. As publicações, entretanto, permanecem aqui como arquivo.
Atenciosamente.
O autor.
Milton Nascimento
Zeca Baleiro
Céu na Boca
Nilson Chaves
Raimundo Fagner
Vital Lima
Ceumar
Chico César
Elomar
Geraldo Azevedo
Lucinnha Bastos
Simone Almeida
Vital Farias
Xangai
Caetano Veloso
Chico Buarque
Mercedes Sosa
Zélia Duncan
Almir Sater
Arlindo Lima
Gerson Borges
Godspell cast
Jorge Camargo
Mart'nália
Roupa Nova
Tom Zé
Almirzinho Gabriel
Arnaldo Antunes
Baixo e Voz
Beto Guedes
Carlinhos Brown
Carlinhos Veiga
Clara Nunes
DC Talk
Dante Ozzetti
Dominguinhos
Eduardo Mano e Banda
Elly Aguiar
Fafá de Belém
Fernando Brant
Gilberto Gil
Gincko
Gladir Cabral
Glauber Plaça
Grupo Elo
Hermínio Bello de Carvalho
Instrumentus
Ivan Lins
Jane Duboc
Jayrinho
Jessé
Josias Bezerra
Jovem Guarda
João Alexandre
João Cabral de Melo Neto
João de Jesus Paes Loureiro
Kleber Albuquerque
La Pupuña
Leila Pinheiro
Lenine
Leno e Lílian
Los Hermanos
Marcelo Camelo
Maria Elena Walsh
Maria Rita
Marisa Monte
Nana Caymmi
Nara Leão
Palavrantiga
Paulinho Moska
Paulo César
Renato Teixeira
Rita Lee
Roberto Diamanso
Roberto de Carvalho
Ronaldo Bastos
Salomão Habib
Sarah Vaughan
Sebastião Tapajós
Silvestre Kuhlman
Stênio Marcius
Sérgio Lopes
Tallita Barros
The Carpenters
Trio Esperança
Vencedores por Cristo
Victor Heredia
Waldemar Henrique
Zeca Bahia
Zé Renato
jorge rehder
moska
Mostrando postagens com marcador Raimundo Fagner. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Raimundo Fagner. Mostrar todas as postagens
sábado, 25 de abril de 2009
terça-feira, 17 de março de 2009
daqui pra lá, de lá pra cá
Raimundo Fagner e Zeca Baleiro
era um pacato cidadão sem documento ,
não tinha nome, profissão, não tinha tempo,
mas certo dia deu-se um caso
e ele embarcou num disco.
E foi levado pra bem longe
do asterisco em que vivemos.
ele partiu e não voltou,
e não voltou porque não quis.
quero dizer: ficou por lá,
já que por lá se é mais feliz.
e um espaçograma ele enviou
pra quem quisesse compreender,
mas ninguém nunca decifrou
o que ele nos mandou dizer:
terra, mar e ar, atenção:
o futuro é hoje e cabe
na palma da mão
para azar de quem não sabe e não crê
que se pode sempre a sorte escolher
e enterrar qualquer estrela no chão.
viet, vista, visão,
viet, vista, visão.
terra mar e ar, atenção:
fica a morte por medida,
fica a vida por prisão.
era um pacato cidadão sem documento ,
não tinha nome, profissão, não tinha tempo,
mas certo dia deu-se um caso
e ele embarcou num disco.
E foi levado pra bem longe
do asterisco em que vivemos.
ele partiu e não voltou,
e não voltou porque não quis.
quero dizer: ficou por lá,
já que por lá se é mais feliz.
e um espaçograma ele enviou
pra quem quisesse compreender,
mas ninguém nunca decifrou
o que ele nos mandou dizer:
terra, mar e ar, atenção:
o futuro é hoje e cabe
na palma da mão
para azar de quem não sabe e não crê
que se pode sempre a sorte escolher
e enterrar qualquer estrela no chão.
viet, vista, visão,
viet, vista, visão.
terra mar e ar, atenção:
fica a morte por medida,
fica a vida por prisão.
um real de amor
Raimundo Fagner e Zeca Baleiro
o que eu não faço em tua companhia?
dançamos na praia ao nascer do dia.
o que ue não faço em tua companhia?
brincamos na rua ao nascer da lua.
com um real de amor que tu me dás,
faço versos de febre de paixão,
pego a fraca miragem da ilusão
e a transformo em ferro e carvão.
com um real de amor que tu me dás,
faço a flor na mais completa escuridão,
desafio o terror da solidão
e a transformo em pó na multidão.
o real de amor que tu me dás
generoso se faz em minha mão,
mata minha fome
e multiplica o pão.
o que eu não faço em tua companhia?
dançamos na praia ao nascer do dia.
o que ue não faço em tua companhia?
brincamos na rua ao nascer da lua.
com um real de amor que tu me dás,
faço versos de febre de paixão,
pego a fraca miragem da ilusão
e a transformo em ferro e carvão.
com um real de amor que tu me dás,
faço a flor na mais completa escuridão,
desafio o terror da solidão
e a transformo em pó na multidão.
o real de amor que tu me dás
generoso se faz em minha mão,
mata minha fome
e multiplica o pão.
terça-feira, 3 de março de 2009
balada de agosto
Zeca Baleiro e Raimundo Fagner
lá fora a chuva desaba e, aqui no meu rosto,
cinzas de agosto e, na mesa, o vinho derramado.
tanto orgulho, que não meço
o remorso das palavras que não digo.
mesmo na luz não há quem possa se esconder no escuro;
duro caminho, o vento, a voz da tempestade.
no filme, outra novela
é o disfarce que revela o bandido.
meu coração vive cheio de amor e deserto.
perto de ti dança a minha alma desarmada.
nada peço ao sol que brilha,
se o mar é uma armadilha nos teus olhos.
lá fora a chuva desaba e, aqui no meu rosto,
cinzas de agosto e, na mesa, o vinho derramado.
tanto orgulho, que não meço
o remorso das palavras que não digo.
mesmo na luz não há quem possa se esconder no escuro;
duro caminho, o vento, a voz da tempestade.
no filme, outra novela
é o disfarce que revela o bandido.
meu coração vive cheio de amor e deserto.
perto de ti dança a minha alma desarmada.
nada peço ao sol que brilha,
se o mar é uma armadilha nos teus olhos.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
azulejo
Zeca Baleiro
era uma bela, era uma tarde, o casario,
era um cenário de um poema de Gullar.
tão de repente, ela sumiu numa viela;
eu no sobrado, vi uma sombra em seu lugar.
cada azulejo da cidade ainda recorda
e cada corda onde tanjo a minha dor...
no alaúde da saudade,
num velho banjo, num bandolim,
chorando o fim do nosso amor.
a primavera bem virá depois do inverno,
a flora em festa nos trará outro verão.
eu fecho a casa, dou adeus ao gelo eterno;
vou viver de brisa, arder em brasa
no calor do Maranhão.
era uma bela, era uma tarde, o casario,
era um cenário de um poema de Gullar.
tão de repente, ela sumiu numa viela;
eu no sobrado, vi uma sombra em seu lugar.
cada azulejo da cidade ainda recorda
e cada corda onde tanjo a minha dor...
no alaúde da saudade,
num velho banjo, num bandolim,
chorando o fim do nosso amor.
a primavera bem virá depois do inverno,
a flora em festa nos trará outro verão.
eu fecho a casa, dou adeus ao gelo eterno;
vou viver de brisa, arder em brasa
no calor do Maranhão.
Assinar:
Postagens (Atom)