Este blog mudou...
AVISO: Este blog foi incorporado ao blog Farinha de Tapioca e será descontinuado. As publicações, entretanto, permanecem aqui como arquivo.
Atenciosamente.
O autor.
Milton Nascimento
Zeca Baleiro
Céu na Boca
Nilson Chaves
Raimundo Fagner
Vital Lima
Ceumar
Chico César
Elomar
Geraldo Azevedo
Lucinnha Bastos
Simone Almeida
Vital Farias
Xangai
Caetano Veloso
Chico Buarque
Mercedes Sosa
Zélia Duncan
Almir Sater
Arlindo Lima
Gerson Borges
Godspell cast
Jorge Camargo
Mart'nália
Roupa Nova
Tom Zé
Almirzinho Gabriel
Arnaldo Antunes
Baixo e Voz
Beto Guedes
Carlinhos Brown
Carlinhos Veiga
Clara Nunes
DC Talk
Dante Ozzetti
Dominguinhos
Eduardo Mano e Banda
Elly Aguiar
Fafá de Belém
Fernando Brant
Gilberto Gil
Gincko
Gladir Cabral
Glauber Plaça
Grupo Elo
Hermínio Bello de Carvalho
Instrumentus
Ivan Lins
Jane Duboc
Jayrinho
Jessé
Josias Bezerra
Jovem Guarda
João Alexandre
João Cabral de Melo Neto
João de Jesus Paes Loureiro
Kleber Albuquerque
La Pupuña
Leila Pinheiro
Lenine
Leno e Lílian
Los Hermanos
Marcelo Camelo
Maria Elena Walsh
Maria Rita
Marisa Monte
Nana Caymmi
Nara Leão
Palavrantiga
Paulinho Moska
Paulo César
Renato Teixeira
Rita Lee
Roberto Diamanso
Roberto de Carvalho
Ronaldo Bastos
Salomão Habib
Sarah Vaughan
Sebastião Tapajós
Silvestre Kuhlman
Stênio Marcius
Sérgio Lopes
Tallita Barros
The Carpenters
Trio Esperança
Vencedores por Cristo
Victor Heredia
Waldemar Henrique
Zeca Bahia
Zé Renato
jorge rehder
moska
Mostrando postagens com marcador Chico César. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Chico César. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Saudade
Paulinho Moska e Chico César
Saudade: a lua brilha na lagoa.
Saudade: a luz que sopra da pessoa.
Saudade igual farol: engana o mar, imita o sol.
Saudade: sal e dor que o vento traz.
Saudade: som do tempo que ressoa.
Saudade: o céu cinzento, a garoa.
Saudade desigual, nunca termina no final.
Saudade: eterno filme em cartaz.
A casa da saudade é o vazio,
O acaso da saudade, o fogo frio.
Quem foge da saudade preso por um fio
se afoga em outras águas, mas no mesmo rio.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Pétala por Pétala
Chico César
A sua falta me fez ver
o que de mau a vida pode ter
e a sua volta me dá mais
de todo o mel que eu ousaria querer.
Sua presença me faz rir
nos dias feitos pra chover.
Não há revolta pra sentir,
nem há milagre pra não crer.
Vinda que finda
a tinta de pintar tristeza
e deixa os mistérios plenos de sentido,
e a flor da vida toda...
Pétala por pétala
que um tolo pode colher
sem saber que é amor.
Vem e aumenta em mim o único que sou,
me subtrai do que em mim passou.
É amor...
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Saharienne
Chico César
Estive pensando em você;
uma foto junto a uma fonte,
congelada pela câmara,
água de beber, camará.
A roupa leve, lembrança de neve,
gelo seco no sertão.
Saharienne.
Daqui de onde estou,
diante da televisão sem som,
posso ouvir (e ouço)
o alarido surdo dos curdos.
Sinto cheiro de carne humana assada,
a morte assídua, promíscua, conspícua
e tão pouco asseada.
Saharienne.
Saravá, Sarah Vaughan,
quem te escravisaurou?
O que fez a beirute fez ao rio,
a teia de aranha midi
me dá conforto e arrepio.
O carneiro sacrificado morre.
O amor morre.
Só a arte, não.
Saharienne.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
beradêro
chico césar
Os olhos tristes da fita
rodando no gravador,
uma moça cosendo roupa
com a linha do equador
e a voz da santa dizendo:
"O que é que eu tou fazendo
cá em cima desse andor?".
A tinta pinta o asfalto,
enfeita a alma, motorista
é cor na cor da cidade,
batom do lábio nortista.
O olhar vê tons tão sudestes
e o beijo que vós me nordestes,
arranha-céu da boca paulista.
Cadeiras elétricas da baiana,
sentença que o turista cheire;
e os sem-amor, os sem-teto,
os sem-paixão, sem-alqueire.
No peito dos sem-peito, uma seta
e a cigana analfabeta
lendo a mão de Paulo Freire.
A contenteza do triste,
tristezura do contente,
vozes de faca cortante,
como o grito da serpente
são sons de sim – não, contudo,
pé quebrado, verso mudo,
grito no hospital da gente.
São sons, são sons de sim.
São sons, são sons de sim.
Não, no, nein, não, no nein.
Não, no, nein, não, no nein.
São sons, são sons de sim.
São sons, são sons de sim
– não, contudo,
pé quebrado, verso mudo,
grito no hospital da gente.
"Body body body body,
tem uma bala no meu coco.
Body body body body,
e não é bala de coco."
"Catolé do Rocha,
praça de guerra.
Catolé do Rocha,
onde o homem bode berra."
Os olhos tristes da fita
rodando no gravador,
uma moça cosendo roupa
com a linha do equador
e a voz da santa dizendo:
"O que é que eu tou fazendo
cá em cima desse andor?".
A tinta pinta o asfalto,
enfeita a alma, motorista
é cor na cor da cidade,
batom do lábio nortista.
O olhar vê tons tão sudestes
e o beijo que vós me nordestes,
arranha-céu da boca paulista.
Cadeiras elétricas da baiana,
sentença que o turista cheire;
e os sem-amor, os sem-teto,
os sem-paixão, sem-alqueire.
No peito dos sem-peito, uma seta
e a cigana analfabeta
lendo a mão de Paulo Freire.
A contenteza do triste,
tristezura do contente,
vozes de faca cortante,
como o grito da serpente
são sons de sim – não, contudo,
pé quebrado, verso mudo,
grito no hospital da gente.
São sons, são sons de sim.
São sons, são sons de sim.
Não, no, nein, não, no nein.
Não, no, nein, não, no nein.
São sons, são sons de sim.
São sons, são sons de sim
– não, contudo,
pé quebrado, verso mudo,
grito no hospital da gente.
"Body body body body,
tem uma bala no meu coco.
Body body body body,
e não é bala de coco."
"Catolé do Rocha,
praça de guerra.
Catolé do Rocha,
onde o homem bode berra."
Assinar:
Postagens (Atom)