terça-feira, 3 de março de 2009

balada de agosto

Zeca Baleiro e Raimundo Fagner

lá fora a chuva desaba e, aqui no meu rosto,
cinzas de agosto e, na mesa, o vinho derramado.
tanto orgulho, que não meço
o remorso das palavras que não digo.

mesmo na luz não há quem possa se esconder no escuro;
duro caminho, o vento, a voz da tempestade.
no filme, outra novela
é o disfarce que revela o bandido.

meu coração vive cheio de amor e deserto.
perto de ti dança a minha alma desarmada.
nada peço ao sol que brilha,
se o mar é uma armadilha nos teus olhos.

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