sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Augusta, Angélica e Consolação
Tom Zé
Augusta, graças a Deus,
entre você e a Angélica,
eu encontrei a Consolação,
que veio olhar por mim
e me deu a mão.
Augusta, que saudade!
Você era vaidosa
e gastava o meu dinheiro
com roupas importadas
e outras bobagens.
Angélica, que maldade!
Você sempre me deu bolo,
e até andava com a roupa
cheirando a consultório médico, Angélica.
Quando eu vi
que o Largo dos Aflitos
não era bastante largo
pra caber minha aflição,
eu fui morar na Estação da Luz,
porque estava tudo escuro
dentro do meu coração.
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